Introdução

Se você vinha do Windows, provavelmente conhece aquele comportamento do Google Drive aparecendo como um “disco” no gerenciador de arquivos. Era bem prático: acesso rápido aos arquivos e ainda dava pra usar como backup automático de pastas inteiras do sistema.

Nesse post a ideia é reproduzir isso no Linux, mais especificamente no Fedora 43 rodando Wayland com KDE Plasma, de um jeito simples e funcional usando rclone.


Instalação

1. Instale o rclone e o fuse3

sudo dnf install rclone fuse3

2. Configurar o Google Drive

rclone config

Depois disso:

  • n → new remote
  • nome: gdrive
  • escolha a opção referente ao Google Drive
  • quando pedir autenticação, ele vai abrir um link no navegador
  • você loga e autoriza normalmente
  • volta pro terminal e finaliza a configuração

3. Criar a pasta de montagem

Essa pasta vai ser onde o Drive vai “aparecer” no sistema:

mkdir -p ~/gdrive

Configurar para montar automaticamente no login

Agora vamos fazer isso iniciar sozinho quando você entrar no sistema.

Criar o serviço do systemd

mkdir -p ~/.config/systemd/user

nano ~/.config/systemd/user/rclone-gdrive.service

O nano vai abrir um arquivo no terminal para edição. Cole isso:

[Unit]
Description=Google Drive via rclone
After=network-online.target

[Service]
Type=simple
ExecStart=/usr/bin/rclone mount gdrive: /home/%u/gdrive \
    --vfs-cache-mode writes \
    --dir-cache-time 72h \
    --poll-interval 1m

ExecStop=/bin/fusermount3 -u /home/%u/gdrive
Restart=on-failure

[Install]
WantedBy=default.target

Ativar o serviço

systemctl --user daemon-reload
systemctl --user enable rclone-gdrive
systemctl --user start rclone-gdrive

Garantir que inicia no login

loginctl enable-linger $USER

Finalizando

Depois disso, reinicie o computador. Pode levar alguns segundos até o Google Drive aparecer no Dolphin como gdrive, já montado e pronto pra uso.

dolphin